Top 5 – Cafonices dos anos 90 que eu Usei

Como não amar os anos 90? Eu, como pessoa nascida em 1986 pude viver essa década em toda sua glória e cafonice, inclusive tendo um trauma eterno por nunca ter conseguido usar um Pogobol decentemente. Ontem, fazendo uma lista 90′s no Deezer pra trabalhar sob o espírito da nostalgia, comecei a listar todas as coisas bisonhas que eram moda nessa época e que eu usei sem pensar duas vezes, limitando pras minhas 5 favoritas, afinal, sempre bom manter um pouco da credibilidade que ainda me resta como ser humano.

1- Colar Tatuagem:

Em que mundo isso parecia uma tatuagem, meu deus? era mais fácil achar que você tinha um arame farpado no pescoço, mas OK, era moda, eu e todas as minhas amigas usamos bem felizes. Eu tinha um preto. E um marrom. E acho que um colorido. Deus.

Colar tatuagem

2- Anel do Humor:

Uma das maiores enganações da vida, na minha humilde opinião, já que o meu anel sempre tava roxo ou verde. Ou o treco nunca funcionou direito ou eu só tinha dois humores, o que não parece muito provável.

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3- Moletom do Hard Rock Café.

Que atire o primeiro Tamagoshi a pessoa que hoje tem entre 25 e 30 anos e nunca usou um moletom desses. Tá aí um lugar que ganhou muita, mas MUITA propaganda de graça.

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4- Pulseira Bate Enrola:

Era horrível. Fazia um “PLEC” muito irritante. Era uma boa desculpa pra bater nos seus amigos e tomar uns tapas deles também. Mas aparentemente era “in” deixar seus amigos baterem com esse troço em você. Ok, então.

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5- Mochila de Bicho:

Era toda mole, as alças viviam caindo dos braços e não cabia nada dentro desse negócio. Mal cabia minha carteira da Hello Kitty que continha um documento pessoal e intransferível: A minha carteirinha do Clube da Melissinha. Deus me livre perder uma coisa VIP daquelas. Seus amigos não podiam saber que você ainda tinha todas as suas Barbies, mas andar com um urso preso nas costas feito o Linus van Pelt com o paninho tendência. Vá entender.

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Bônus pessoal:

Arquivo Escaneado

Minha roupa de Paquita. Sim, sou eu aos 4 anos querendo ser paquita. Criança tem cada vontade estranha, melhor nem discutir.




Trilha Sonora da Tarde

Compartilhando a trilha sonora de Pulp Fiction pra você também trabalhar sem dormir sentadinho aí na sua cadeira.

De nada. <3




Street Photography: Arranjando bons motivos para quebrar as regras

Quem tem uma boa noção de fotografia, ou já frequentou algum curso, sabe de todas as regrinhas básicas de técnica e composição que nos ensinam a seguir e ensinam que quem não seguir as regras deve prestar mais atenção nas aulas. Regras de onde e como cortar um retrato, da tal regra dos terços e de um monte de outras formulinhas que fazem dos fotógrafos profissionais pessoas que estudaram muito pra isso.

Só que eu sou mais V1d4 Lok4 e acredito que só se faz história na arte quebrando as regras. Fotógrafos lendários como Ansel Adams, David Balley e Cartier-Bresson só são quem são porque imprimiram em suas imagens a sua alma e a sua personalidade. Indo totalmente na contra mão da massa e dos cagadores de regra do mercado engessado. Não me entenda mal, não estou falando mal  de quem segue as regras muito menos desconheço-as. Ao contrario, antes de quebra-las, é necessário conhecê-las muito bem.

Não sou um anarquista alienado e inconsequente. Só acho que se TODOS os fotógrafos seguirem as mesmas regras, a mesma receita de bolo, o resultado será a “padronização do mercado” e todos os fotógrafos farão fotos iguais e serão iguais perante os clientes e enfim… Eu sou totalmente contra a PADRONIZAÇÃO da fotografia. Quem trabalha on-demand, em estúdio ou eventos sofre mais com a cobrança de “seguir as regras”. Mas como fotografia de rua é fotografia autoral, liberdade total e agora vamos ver algumas maneiras bacanas de jogar as regras pra trás em prol de boas fotos.

Nunca centralize o seu sujeito. Centralize totalmente o seu sujeito.
Em geral é bom enquadrar o seu assunto em um dos cantos da imagem, mas centralizando completamente, o olho do expectador não tem saída e tem que se manter no centro, qualquer que seja a mensagem contida alí, será ampliada pela fixação do olhar do olhante.

 

Use uma velocidade alta para não tremer a foto. Use uma velocidade lenta. Ou a que der pra usar.
Recomenda-se 1/60s pra retratos. Recomenda-se 1/100s pra congelar pessoas andando. Mas como gosto de retratar o movimento (de fato) das pessoas, da falta de tempo e da correria urbana, uso velocidades lentas e registro o movimento na fotografia. Muitas vezes as pessoas não tem sequer um centésimo de segundo pra te dar.

 

Já no caso da foto abaixo, eu ví a cena e tive dois segundos pra tirar a câmera da bolsa, ligar e capturar a foto,  o fotômetro mostrava 1/200, uma boa velocidade, mas mesmo assim, saiu um pouco tremida, e foi uma das melhores fotos que já fiz. O fato de estar tremida não anula o valor documental da imagem.

 

 

Alinhe o horizonte. Entorte o horizonte.
Sim, temos que alinhar o horizonte pra que a foto não caia pros lados, não tenhamos que entortar o pescoço pra tentar entender o que diz a foto. Mas, (e coloquemos um mas bem colocado aqui) algumas vezes precisamos retratar exatamente a falta de alinhamento do lugar. Nessa foto abaixo, eu estava seguindo esse cãozinho há muito, e me chamou a atenção a coragem e disposição dele em subir quase que inteiro o minhocão, sendo que nessa parte, ele é um aclive (subida). Naturalmente desalinhada, a foto mostra o cachorro SUBINDO, se eu a desentortasse, ele não estaria mais subindo.

 

Planos abertos e paisagens se faz com grande-angular. O equipamento mais adequado é aquele que você tem.
Eu já disse no post anterior pra que você não levasse nada muito a sério, com o tempo (ou no curso) a gente aprende que a lente adequada pra paisagens (urbanas ou naturais) são as lentes grande-angulares (de 35mm pra baixo). Mas na verdade, tudo depende da situação e do que você consegue fazer com o que tem na bolsa. Por exemplo, essa panorâmica abaixo, foi feita no bairro da Liberdade em São Paulo com uma lente 85mm.

 

Pessoas e obras arquitetônicas tem direitos de imagem reservados. Documente e registre a sua cidade.
Muito medo se coloca em quem vai começar a fotografar na rua. Direitos autorais, mimimi, obras arquitetônicas, edifícios privados e blah blah blah… A minha dica é: fotografe com bom senso. Em quase 3 anos de rua eu já peguei muitas fotos de gente caindo, tropeçando, espirrando… Essas fotos não servem, se forem publicadas, serão motivo de constrangimento, mas não precisamos disso. Precisamos do cotidiano da cidade. Se uma pessoa for te processar, ela vai ter que alegar algum motivo pelo qual quer reparação. NINGUÉM NUNCA vai te processar porque foi fotografado atravessando a rua numa cena com mais 48 pessoas, 23 carros, 8 crianças e 2 cachorros. Ela NÃO TEM esse direito. Nesse tempo de rua, eu já tive dois pedidos de “não fotografe, por favor” e nenhum problema com nenhuma foto. Caso a pessoa peça pra que a foto dela seja apagada, sorria e apague, deixe claro que “É claro que não queremos criar nenhum constrangimento, queremos o melhor das pessoas”.

 

Fotômetro sempre zerado. Use a iluminação e a edição pra dar contexto e personalidade às suas imagens.
Esssa é uma piada velha no mundo da fotografia. Muita gente já rí dessa regra besta de quem está começando e quer pagar de pseudo-professor-eu-manjo-você-não. A luz que ilumina a cena toda do jeito certo nem sempre é a luz que você quer usar pra contar a sua história. Seja na hora do click ou na edição. Nessa imagem, eu usei dois pontos de subexposição pra mostrar os detalhes da arquitetura e fechei uma vinheta bem forte na pós-produção pra dar um drama na imagem. Pra quem não sabe, a arquitetura da Catedral da Sé segue um estilo neo-gótico. Eu mesmo tenho um pé na cultura gótica e adoro um drama obscuro nas minhas imagens. (curiosidade: Todas as minhas fotos são um pouco mais escurecidas do que o normal)

 

Se você chegou aqui agora, leia os artigos anteriores da série Street Photography:
- O que fazer e o que não fazer na rua.
- 11 dicas de composição e perspectiva.

Este artigo, assim como as imagens que o ilustram, são autorais, de minha autoria. Se você não concorda com isso, tudo bem. Tudo isso é como EU penso. Tem gente que quebra muito mais regras que eu e faz fotos infinitamente melhores, tem também quem siga as regras à risca e faça fotos bem melhores que as minhas. E você, como prefere as suas fotos?




Vou Comprar Minha Primeira Câmera DSLR, e Agora?

primeira DSRL

Eu devia agradecer todos os dias ao inventor do Instagram e a todos vocês que me seguem por aquelas bandas, porque as perguntas de vocês sempre acabam virando post aqui no blog e uma das mais frequentes é: “Luh, que câmera DSLR você recomenda pra um iniciante?

Ok, vamos lá. Primeira coisa: você sabe o que é uma câmera DSLR?

DSLR significa digital single-lens reflex, que resumindo bem, quer dizer que a imagem é refletida por um espelho direto para um visor, em vez do esquema lente-sensor das outras câmeras. Essa imagem do Uol explica mais ou menos a coisa:

Câmeras DSRL

Aspecto técnico de lado, senta que lá vem história:

Depois de ter aprendido fotografia analógica na faculdade – oi, sou velha – e ter usado trocentos modelos da família Sony Cybershot por um bom tempo, resolvi que tava na hora de comprar minha primeira DSLR e passei MESES pesquisando. Parece dramático, mas eu não recomendo decidir a compra de uma DSLR muito rápido porque se no fim não era aquilo que você queria ou se ela for desconfortável pra usar você vai acabar largando ela num canto e né? comprar uma DSRL pra não usar é jogar dinheiro fora.

Coisas não muito técnicas que é bom você saber sobre as DSLR:

  • Elas são grandes, então ocupam um senhor espaço
  • Elas são pesadas, não é como uma compacta que você enfia no bolso e sai serelepe.
  • Elas não podem ficar largadas no canto porque elas ficam tristes porque elas precisam ser tratadas com jeito. Sensores sujam, lentes arranham..então se é pra comprar e largar a coitadinha num canto, melhor não.

Voltando pra minha experiência:

Minha primeira DSLR foi uma Canon T3, que troquei agora em Fevereiro por uma T3I e posso dizer que foi uma INCRÍVEL primeira DSLR. Ela tem um preço legal e tem tudo o que um fotógrafo iniciante pode querer de uma primeira câmera. Eu usei ela durante um ano e meio e só troquei porque comecei a sentir outras necessidades, comecei a notar a diferença na qualidade da imagem e essas coisas, mas pra quem nunca usou uma DSLR, eu sempre aconselho baseada no que aconteceu comigo: fui de Canon T3 bem feliz, aprendi a manusear tudo o que podia com ela e só comecei a considerar uma troca quando passei a querer mais.

canon ou nikon

“Mas Luh, Canon ou Nikon?” A pergunta de um milhão de reais em barras de ouro valendo mais do que dinheiro, pra mim se responde de uma forma: A que for mais confortável pra você.  E quando eu falo em confortável, eu tô querendo dizer que antes de sacar o cartão de crédito, você deve marchar até a loja de equipamento fotográfico mais próxima e pegar Canon e Nikon na mão. Foi o que eu fiz e senti mais segurança com a Canon, então, here we are. Cada um se adapta de uma maneira e quanto mais confortável você se sentir fotografando, melhor. Câmeras de especificações equivalentes tem preços não muito longe um do outro, então segurança na hora de fotografar é sempre um ponto positivo.

Equivalentes:

canon-nikon

Falei e falei da Canon T3, mas se você preferir Nikon, em termos de especificação, a “T3 da Nikon” é a D3100, que eu nunca usei mas sei que é ótima também e quem escolhe ela como primeira DSLR fica bem feliz e contente.

Resumindo: Sempre acho que você deve começar com uma DSLR básica porque:

  • Não adianta você ter uma câmera top de linha sem nem saber usar o básico
  • Não faz sentido você gastar uma grana e só fotografar no modo automático
  • Você pode não se adaptar com DSRL e deixar ela num canto
  • Você pode não querer mais fotografar.

Então, baby steps. Começa com uma DSLR básica e vai investindo na medida que você sente necessidade. Sem pânico. ;D




Lista #desafioprimeira de Maio!

Chegamos na Lista #desafioprimeira de Maio!

E quem diria que o #desafioprimeira realmente ia pegar e nós já estaríamos no quarto mês? Pois é, quando fiz a primeira lista em Fevereiro, admito que tava morta de medo, super “cara, vão odiar, isso vai ser um fracasso e eu vou chorar na chuva cantando All By Myself” mas NÃO! aparentemente vocês tomaram gosto pela brincadeira, eu por inventar essa loucurinha todo mês e bom, lá vamos nós outra vez!

Caso você nunca tenha participado, recomendo que você leia esse link e depois volte aqui. Caso você já seja “de casa” no desafio, eis a nova lista!

#desafioprimeira Maio

Pra quem tá perdidinho com os temas, vamos lá:

1-Leitura da Vez: O que você escolheu pra ler agora? (aliás, isso me deu ideia pra outra tag aqui no blog, aguardem)

2- Trilha sonora: Qual é a de hoje?

3- Esse dia foi massa: O que aconteceu de legal hoje? ou a foto de um dia que foi muito legal!

4- Céu de Hoje: Olha pra cima, meu povo.

5- Mágica: Fotografe uma mágica! ou faça mágica na sua foto, se você tiver as manhas.

6- Meu Figurino: Look do dia feelings

7- Bom: O que é bom pra você?

8- Lanchinho: que hora mais feliz. :D

9- Da década que eu nasci: Algo que seja referência da década que você nasceu. ( Pessoas nascidas depois de 2000: favor não deprimir os mais velhos aqui, ok? obrigada de nada)

10- Estive aqui: Onde você esteve dia 10?

11- Portas: Portas, né?

12- Canecas: Estou boazinha hoje =D

13- Contraste: tente captar contraste na foto! seja de luz, de cor…go crazy!

14- Começa com S: começa com S, pode fotografar!

15- Um doce: uma coisa que seja doce pra você.

16- Acessório: seu, dos outros…

17- Paisagem: Fotografe paisagem, pequeno Jedi

18- Gente aleatória: fotografe gente que você não conhece. Se precisar de dicas, aqui no blog tem a série do Fábio sobre Street Photography!

19- Segurança: Algo que lembre segurança, ou que te dê essa sensação.

20- Espelho: dãaa!

21- Amarelo: Cor desse mês.

22- Fim do dia: Fotografe o dia acabando.

23- Na minha mesa: Aposto que a sua tá mais arrumada que a minha.

24- Sentimento: fotografe algo que te lembre um sentimento. Lembrando que gula e preguiça não é sentimento! :P

25- Meu domingo: Como tá o seu dia nacional do tédio?

26- Luz e Sombra: Vai rolar um post esse mês pra te ajudar com esse tema, aguenta aí!

27- Ângulo: Tente fotografar de um ângulo diferente do normal

28- Cultura: Te lembra cultura? cadê a foto?

29- Coisinha maluca: Alguma coisinha maluca, né?

30- Colecionando: O que você anda colecionando?

31- Ferramenta de trabalho: O que você usa no seu trabalho.

E cá estamos! lembrando que ainda estamos em ABRIL, portanto, continuem seguindo a lista de Abril que tá aqui.

Quem quiser mandar sugestões de temas pros próximos meses, só mandar aí nos comentários! <3




Eu não gastaria 700 dólares pra decorar a minha mesa.

Sexta-feira santa, primeiro dia de feriado e eu decretei que esse era o dia que eu ia mofar em casa com roupas que jamais sairia na rua, etc etc etc. Prometo fazer algo produtivo com o resto do meu feriado, lá fora, com as pessoas em 3D.

Enfim, tava eu aqui vegetando quando achei essa matéria da Marie Claire americana sobre como fazer uma “pequena transformação” na sua mesa de trabalho. Dei uma olhada de canto pra minha mesa ( home office tem dessas coisas, né?) e pensei “vamos dar uma olhada nisso porque essa mesa tá meio deprê”. Ok, lá fui eu.

Não vou entrar no mérito de que tudo ficou rosa porque eu odiei, mas tem gente que deve ter amado e gosto não se discute. Eu apenas prefiro que a minha mesa não seja confundida com a da Reese Witherspoon em “Legalmente Loira”, então optei por ficar longe. Olhei, olhei e cheguei na lista de materiais e preços sugeridos, uma pequena continha de 700 dólares. E what?

“Mas Luh, tem gente que paga isso pra redecorar a mesa”. Eu sei que tem, mas sabe, é inevitável pra mim pensar que 700 dinheiros seriam muito melhor utilizados em outra coisa, mesmo que você tenha dinheiro pra jogar pra cima, tipo sorteio em programa infantil dos anos 90.

Em tempos que se fala tanto de consumo consciente, de pensar antes de sair comprando feito um louco, realmente são necessários 700 dólares pra decorar uma mesa de trabalho? não, e os comentários negativos na matéria deixam bem claro que não sou só eu que acho que isso não faz sentido. Ao mesmo tempo que eu sei que tem gente que lê uma matéria dessas e fica desesperada porque não tem 700 dólares pra decorar a maldita mesa, tipo aquela mania de “must have” que alguns blogs têm e me dão vontade de acertar a cabeça da autora com um pé de cabra, porque ninguém precisa ter nada disso.

Dá pra decorar sua mesa com bem menos, vai por mim. E certeza que o must have da próxima estação devia ser a noção de realidade. Acabou e ninguém teve tempo de repor.