Cotidiano

Fotografia não é para mulheres

Eu já contei pra vocês que acho o dia da mulher uma daquelas coisas que me faz revirar tanto os olhos que quase vejo meu cérebro? Sim, eu entendo e conheço a história por trás do dia e nesse ponto faz muito sentido, mas esse negócio de comemorar, ganhar florzinha e mensagem cafona nas páginas do Facebook me fazem querer voltar pra cama e só sair no dia 09, quando as coisas voltarem ao normal.

Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni

Porque no dia 08 é lindo, eu sou um ser iluminado, dotado de um zilhão de qualidades e tão incrível quanto um unicórnio roxo de asa amarela, mas no dia 09 algo incrível acontece: Eu volto a ser abordada na rua por caras estranhos que desconhecem a maravilha do espaço pessoal, eu escuto gracinhas estando quieta na rua fotografando, pelo simples fato de eu estar lá. Veja bem, não é como se eu estivesse lá fotografando de biquíni ( e mesmo que fosse!) eu estou do lado de trás da câmera, de jeans e camiseta, querendo trabalhar quietinha.

 

Eu volto a ouvir que é impossível eu realmente entender todas aquelas configurações e botões daquela câmera, não é possível que eu, mulher, esse ser que aparentemente só tem meia dúzia de neurônios funcionais, consiga lidar com isso tudo. É claro que essas fotos não são minhas! Imagina se eu, sendo mulher, ia ter talento/competência/imaginação pra fazer tudo isso sozinha. Não , claro que não, é humanamente impossível e acredite, eu escuto isso tantas vezes que chega a parecer piada.

 

Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni

 

Mulheres não tem talento, mulheres não entendem de tecnologia, mulheres não podem trabalhar na rua bem quietinhas e semi invisíveis e mulheres não são capazes de serem boas no seu trabalho por conta própria. O que a gente vai comemorar mesmo?

7 Comente!
Cotidiano

Porque às vezes, desistir é o melhor caminho

Hoje o post é uma mistura de blogando com lifesyle & me deixa resmungar. Eu tenho recebido vários emails de gente que tem blogs e perdeu a paixão pelo negócio e tenho eu mesma passado por uma fase de desistir de várias coisas - o blog não é uma delas, tá tudo bem aqui – então, achei que desabafar um pouquinho e talvez iluminar a cabeça de alguém seria uma boa ideia. Além do mais, quem manda aqui sou eu, né? é.

 

IMG_6525

Eu sempre fui absolutamente insistente nas coisas. Desistir geralmente não faz parte da minha lista de palavras disponíveis. Eu insisto em projetos até ter certeza ABSOLUTA que não vai rolar, insisto em relações até eu ficar tão machucada a ponto de não querer ver a pessoa nem coberta de Nutella e já insisti em empregos que eu devia sair porque estavam fisicamente me esgotando, mas só me dei conta disso quando o diagnóstico do médico ficou meio assustador.

Então, sabe? nem sempre insistir é bom. A gente passa a vida ouvindo que deve insistir, que não se desiste, e sim, isso faz muito sentido quando você tem 10 anos e ameaça desistir dos patins porque caiu uma vez e acha que o mundo caiu por isso, mas nem sempre insistir o tempo todo é bom. Insistir demais é dar murro em ponta de faca e você é o único que sai todo cortado.

 

IMG_6546

Blogar te esgota? Pare. Você não é obrigado a manter um espaço online porque alguém disse que era legal. O curso que você escolheu não era aquilo? Troque. A vida é muito curta pra se odiar por 4 anos. A pessoa te machuca? corta. Essa talvez seja a que mais dói fazer, mas às vezes é necessário. O emprego te consome? procure outro. O que a gente não pode é deixar que as coisas nos consumam, nos tirem do prumo. Se algo tiver que acontecer na sua vida, acontecerá – pode me chamar de Pollyana agora – no tempo certo. Murros em ponta de faca levam à cicatrizes e nem sempre elas são necessárias.

9 Comente!
#desafioprimeira

Lista #desafioprimeira de Março!

É isso, já estamos indo pro terceiro mês do ano, acabou carnaval, acabou horário de verão ( quase), hora de trabalhar e seja o que Deus quiser. Março é um mês legal porque é meu aniversário ( modesta), começa outono e o mais importante: lista do #desafioprimeira novinha pra gente fotografar!

Se você vai participar pela primeira vez, dê uma olhadinha nesse link e no vídeo com as instruções, ok? Depois volte aqui e continue lendo. :)

Prontos pra lista de Março?

#desafioprimeira Março!

Outras informações úteis:

Como participo?

Como falei no comecinho desse post, todas as informações sobre como participar estão nesse link.

Como vejo as listas anteriores?

Você pode conferir tudo o que a gente já fez aqui.

Tenho que participar todos os dias pra concorrer as canecas?

Como falei já no Instagram e no Facebook, o envio das canecas está temporariamente suspenso. O desafio tá crescendo muito, então não estou conseguindo monitorar como sempre fiz, o que me faz ter que repensar a logística da coisa. De qualquer forma, vocês podem continuar se cadastrando, já que a ideia é que isso seja só temporário.

Como me cadastro pra concorrer as canecas?

O formulário está no fim dessa página e você deve se cadastrar apenas uma vez. Se você já é cadastrado, não se cadastre de novo, ok?

Lembrando que ainda estamos na lista de Fevereiro, que você pode encontrar aqui.

Bem-vindos e bom desafio!

3 Comente!
Fotografia

A Semana por Aqui e @30daysoftoys

Metade de Fevereiro, Carnaval e eu só quero o ano novo de volta porque tudo passa muito rápido?

Essa semana fiz uma colinha pra vocês com o tamanho das imagens nas redes sociais. A gente sabe que isso muda o tempo todo, então sempre bom ter como dar uma consultada. Como eu ando aloka das listas,  adaptei os 7 pecados capitais pra fotografia, que são coisinha que a gente pode evitar e melhorar. Também rolou um post sobre direito autoral na fotografia de rua, que você pode conferir aqui.

Xô contar: Se você acompanha o blog ou me segue no Instagram, já deve conhecer o #30daysoftoys. Eu comecei a # em Setembro, quando eu precisei fazer uma série de 30 dias pra um curso que tava fazendo. Era pra durar só os 30 dias mesmo, mas acabei criando um apego e resolvi transformar o negócio em projeto permanente. Só que aí o negócio começou a dar uma crescidinha, muita gente começou a usar a # e eu comecei a ficar perdida porque já não sabia mais o que era meu e o que não era. Então, agora - como todo o meu trabalho, comofas?- a # é colaborativa. Vocês podem colocar #30daysoftoys se forem fotografar toyart também.

Então, como eu AMO um projeto autoral, acabei criando um perfil no Instagram só pro projeto. Agora, além do @luhtestoni e do @desafioprimeiraoficial, eu sou a louca workaholic dona do @30daysoftoys. Tenho colocado duas fotos por dia lá, todas usando minha coleção de toys. Quem quiser seguir, eu juro que é divertido e eu tô sempre trabalhando numa invencionice nova.

No mais, aqui aguardando o layout novo ficar pronto, cheio de coisas legais que bem acho que vocês vão curtir. E ó, sexta que vem já sai a lista do #desafioprimeira pra Março! <3

Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni

2 Comente!
Fotografia

Direito autoral e de uso de imagem na fotografia de rua

Acho que uma das maiores dúvidas de fotógrafos que atuam nas ruas é com relação à pessoas. Posso fotografar pessoas? onde posso, onde não posso? Mas preciso pedir autorização? Se eu ganhasse um real pra cada pergunta dessas que recebo via facebook ou instagram certamente já estaria com minha tão sonhada Leica M9 no pescoço.

IMG_1130_LD

A maioria dos iniciantes de rua ficam totalmente perdidos quando saem pra caçar com a câmera no pescoço, afinal, são muitas questões. A resposta pra essas perguntas é simples de aprender, mas não é tão simples de explicar, então pegue um banquinho aí, sente-se e vamos ter um dedo de prosa sobre fotografia de rua, pessoas e direitos de uso de imagem. Como diria o açougueiro: “vamos por partes”. Mas já adianto que na regra geral, você pode deixar todo o seus questionamentos de lado e fotografar à vontade em tudo que é canto por aí, as exceções à essa regra, nos vamos ver agora.

A rua como logradouro público, e tudo o que há nela.
A rua é pública por definição, então você pode fotografar e circular fotografando por toda a cidade. O que, quem e como você vai fotografar veremos mais tarde, mas a rua por sí, é PÚBLICA, assim como toda e qualquer obra situada permanentemente em logradouro público, como estátuas, fachadas – sim, fachadas estão localizadas permanentemente em logradouro público, e mesmo sendo obras advindas de um artista ou arquiteto, são públicas por definição, a parte de dentro de casarões, empresas e teatros, prédios NÃO SÃO PÚBLICOS, assim como parques, que parecem públicos à primeira vista, mas são bens administrados por entidades públicas, logradouro público são apenas as ruas, avenidas, calçadas, praças. Não é proibido fotografar em parques e dentro de locais fechados, vamos ver isso no próximo tópico.

IMG_1061_LD

Fachada da universidade Mackenzie, em São Paulo. Por estar permanentemente em logradouro público, pode ser fotografada sem ferir os direitos autorais e de uso de imagem.

Qual a finalidade das fotos?
Você pode usar as fotos apenas pra portfólio (uso pessoal) ou pra vender em galeria, publicidade, ou ensaios externos (uso comercial). Em parques, você pode fotografar tranquilamente contanto que as fotos sejam pra uso pessoal . Se você vai vender as imagens, ou fazer um ensaio fotográfico com um cliente por exemplo, peça autorização à administração do parque, geralmente é muito tranquilo conseguir essas autorizações. Já na rua você pode fotografar à vontade pra uso pessoal e comercial, não indidualizando pessoas nem obras protegidas por direitos autorais como esculturas, fachadas.

Um exemplo disso: fotografar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro é altamente recomendado e liberado (já eu mesmo infelizmente nunca fui lá), contanto que seja pra uso pessoal, já para inclui-lo em algum trabalho comercial como filmes ou propagandas é necessário autorização, e se eu não estiver enganado a Arquidiocese do Rio cobra uma taxa pela participação do Cristo em produções audiovisuais.

O que quer dizer tudo isso na prática, é que você pode entrar com a maior tranquilidade no Parque do Ibirapuera com a sua câmera na mão e fazer quantas centenas de fotos quiser, pra uso pessoal e portfólio, não é necessário autorização pra fotografar. Eu até recomendo que se faça isso, o parque é lindo e merece ser fotografado. Mas se você quer levar um cliente lá pra fazer um ensaio, o que eu também recomendo, verifique com a administração do parque se há a necessidade de autorização.

_MG_8237Museu Paulista, situado no Parque da Independência em São Paulo, Como o museu fica dentro do parque, que não é logradouro público, sua imagem não pode ser usada para fins comerciais, mas para fins pessoais, como nesse caso, o uso é livre.

 

fusca

Fotografia feita na Av. Paulista, em São Paulo, por ter sido feita em logradouro público (literalmente na rua), a imagem pode ser usada para fins pessoais e comerciais.

Pessoas e o que estão fazendo.
Pessoas são o foco principal em Street Photography, mas, se não são públicas, e agora José? Bom, retratar pessoas na rua não é proibido, há apenas restrições para uso comercial das imagens, mas para imagens de simples armazenamento, portfólio – seja impresso ou digital (flickr, instagram), não é necessário se desesperar e achar que está quebrando algum direito ou lei. Só atente-se e não retrate pessoas em situações vexatórias, que cause desconforto ou incômodo ao retratado, como pessoas espirrando, tropeçando, comendo, caindo, chorando. Salvo situações onde haja autorização, fuja de situações que exponham o retratado ao ridículo. O bom senso manda você nunca fotografar ninguém numa situação em que você mesmo não gostaria de ser fotografado. Pessoas simplesmente vivendo, andando, chamando um taxi, atravessando a rua, em situações cotidianas estão livres para serem fotografadas (exceto para uso comercial, e dentro do contexto coletivo).

IMG_3080_LD

Contexto coletivo e individualização.
Outra dica legal para não ferir o direito a privacidade das pessoas na rua é sempre contextualizar a fotografia com base no ambiente público em que a pessoa se encontra. Ou seja, faça com que o leitor da imagem entenda que aquilo são “Pessoas convivendo em sociedade” e não “uma moça bonita sorrindo”. Não há um numero de pessoas a partir do qual é considerado “coletivo”, o que há são imagens que denotam coletividade devido a elementos de composição fotográfica. Um close-up de uma mulher atravessando a rua não é coletivo, mas uma foto dessa mesma mulher atravessando ao lado de dois homens, dois cachorros e o MASP ao fundo não fere o direito de privacidade da moça (que pode ser bonita ou nem tanto, tanto faz).

IMG_6884Retratando o coletivo não se fere os direitos de privacidade das pessoas retratadas, num cotexto urbano, elas fazem parte da rua, que é local público. Dentro do contexto urbano coletivo, em logradouro público, essa imagem pode ser usada para uso pessoal e comercial.

 

IMG_6884_crop

Já se dermos um zoom no rosto das pessoas, acabamos por individualizar o cidadão, o que fere o direito dele a privacidade. Essa imagem pode ser feita para uso pessoal, mas não comercial.

A famosa e temida autorização de uso de imagem.
Muita gente tem medo ou vergonha de pedir autorização pra pessoas na rua, acham que o retratado é um cão raivoso que vai morder sua canela, o que é uma besteira. Não há nada de errado em fotografar na rua, não é como empunhar uma arma ou um vibrador na rua, muita gente gosta de fotógrafos, algumas pessoas até se casam com eles. Claro que há um grupo de pessoas que compartilham da opinião de não querer ser fotografados na rua, mas no geral são minoria. A maioria autoriza, e essa autorização pode ser feita de modo expresso ou tácito. Expresso quando é assinado um documento onde consta o nome completo do retratado e detalha o uso para o qual servirá a foto (pessoal, portfólio, comercial, publicidade, projeto fotográfico). E tácito quando fica subentendido na imagem que a pessoa estava ciente do ato de ser fotografado, quando o sujeito está sorrindo ou fazendo sinal pra câmera por exemplo. Está configurada a autorização. Mas lembrando que se for na rua, de cunho coletivo ou para fins pessoais, a autorização é desnecessária.

IMG_1962_HD Essa foto feita durante o Zombie Walk SP 2014. O fato da modelo estar posando para a foto, significa que ela estava ciente do ato de ser fotografada, o que caracteriza uma autorização tácita de uso de imagem. A imagem pode ser usada livremente para uso pessoal e comercial (pode ir pra um jornal ou portal de notícias por exemplo).

 

Todas as cores de um sorriso. Série: Copa da Rua / Fábio Carvalho - © Todos os direitos reservados

Foto feita durante a Copa do Mundo 2014, o lindo sorriso mais branco que eu já ví configura uma autorização de uso de imagem.

O equipamento é seu amigo, e te ajuda a não errar a mão.
Dois elementos fotográficos ajudam a não errar a mão na hora de fotografar na rua a fim de evitar invadir o direito a privacidade das pessoas, essa parte é bem simples: Profundidade de campo e distância focal. Ou seja, fotografando em aberturas menores como f/2.8 ou f/1.4 por exemplo, você isola o sujeito do resto da cena, descaracterizando o tema urbano e individualizando o sujeito, já usando aberturas maiores como f/4 ou f/8 você tem uma boa definição de todos os planos e contextualiza a imagem como ambiente público. No caso das distâncias focais, lentes teleobjetivas tendem a fazer planos mais fechados e focar somente o rosto das pessoas, o que soa invasivo e fere o direito a privacidade, já usando lentes grande-angulares você captura mais pessoas ou elementos no mesmo frame.

IMG_1147_LDLentes grande-angulares vão te dar uma visão mais ampla da cidade e retratar a relação do corpo urbano com seus cidadãos, que parecem tão minusculos perto da Selva de Pedra. Prioriza o coletivo e não individualiza nenhuma pessoa.

Revisando tudo isso, ou se você não conseguiu pegar o espírito da coisa até aqui, vamos sintetizar: Você que quer apenas treinar sua fotografar na rua, PODE SIM, pessoas, monumentos, praças, parques e afins sem preocupação. Apenas tomem cuidado pra não fotografar pessoas vomitando, caindo ou se expondo ao ridículo, isso é feio e desnecessário. Tudo isso de boa, para uso pessoal e portfólio, seja impresso ou na internet. Para uso comercial, procure ter a autorização das pessoas e quando necessário, do local onde você esteja. Mas posso dizer por experiência própria que apenas 5% de toda a minha produção de rua vai pra uso comercial.

Se alguém manifestar alguma vontade de não ser fotografado ou pedir pra você excluir a foto dela, exclua e peça desculpas, sempre com um sorriso no rosto. Não vá ler textos de leis e blah blah blah’s para pessoas na rua. Isso é agressivo e deselegante. No mais: VAI PRA RUA MEU POVO!!! Recebo toneladas de emails e mensagens de leitores ávidos por fotografia de rua e com os dedos coçando pra fotografar por aí e que fica cheio de medinhos e vergoinhas de serem barrados ou questionados por algum andante da cidade. Ponha sua tranquilidade na bolsa e vá! Se alguém lhe questionar, diga que é pra uso pessoal, e que está fotografando o coletivo. Não fique cheio de neura com relação a leis e direitos, apenas desempenhe o melhor trabalho artístico/criativo possível tendo em vista tudo o que você sabe de fotografia, carregue sempre consigo tudo o que você leu e absorveu sobre o tema.

Muito do que eu sei sobre  uso de imagem e direitos autorais (a lei de direitos autorais é a 9610/98) eu aprendi no livro “Direito autoral para fotógrafos” do Marcelo Pretto, que é um fotógrafo/advogado super gente boa que tive o prazer de conhecer no lançamento do livro aqui em São Paulo. Marcelo Pretto mantém um grupo no facebook sobre direito na fotografia onde você pode tirar dúvidas diretamente com ele sempre que precisar, além de discutir assuntos relacionados ao tema. Há também uma entrevista dele para a revista EVF onde ele dá dicas práticas sobre o lado jurídico da fotografia de rua, vale a pena ver.

IMG_6806

E fique atento, se você mora em São Paulo, vai acabar cruzando comigo hora ou outra nas ruas da cidade, sempre atrás de uma câmera. E aí, depois desse texto super longo e chato você ainda tem alguma dúvida sobre direitos autorais e de uso de imagem? Põe na roda aí, quer dizer, nos comentários. Vejo você por aí.

Comente!
Fotografia

Os 7 pecados capitais na fotografia

Olha a louca das listas de volta! Semana passada eu fiz aquela lista com 5 frases que todo fotógrafo odeia ouvir e quer bater a cabeça na parede, lembram? Pois essa semana, depois de meses de observação – me senti no Discovery Channel, me deixa – eu adaptei os 7 pecados capitais para a fotografia, porque acredite, eles existem e estão bem na nossa carinha, quer ver?

 

1- Gula:

Na nossa linguagem fotográfica, dá pra chamar de “o louco do equipamento”. Olha, quem-sou-eu pra negar que equipamento novo é legal pra caramba? Se eu ganhasse na Mega, certeza que 1/3 do dinheiro ia embora em equipamento fotográfico, mas não é ele que faz  as fotos, certo? Mas tem gente que acha que colecionar equipamento e comprar mais e mais vai melhorar sua fotografia. Dica: não vai.

giphy


 

2- Avareza:

O sr “não respondo nenhuma pergunta sobre minha fotografia porque tudo é top secret, inclusive a abertura da minha lente do kit”. Cara, se derem as mesmas ferramentas pra 5 fotógrafos, você vai obter 5 resultados diferentes. Não seja o Tio Patinhas do conhecimento.

 

g5sIynm

3- Luxúria:

“Olha pra mim, olha o que eu estou fazendo, sigo de volta”. Pelamor de tudo que é mais sagrado, vamos diminuir a vontade de aparecer?

cvcvcvcv

4- Ira:

“o fulano pegou o job e não eu, bora sair quebrando tudo de raiva”. Calma cara, se o colega pegou aquele job, é porque talvez ele fosse mais qualificado pra situação ou tivesse um preço mais adequado ao orçamento do cliente, ou etc etc etc e um milhão de variáveis. Nada de sair queimando os amiguinhos e relaxa que tem outros jobs.

fdfdfdf

 

5- Inveja

“Ai ninguém me ama, sou o injustiçado da fotografia, não tenho 100.000 seguidores, vou largar meu equipamento e ir pra um retiro budista, por que o fulano tá famoso e não eu?” Eu já falei isso no Blogando uma vez e jamais me cansa repetir: “sucesso” é trabalho de formiguinha. Cê só vai acordar de repente famosão se algo muito louco acontecer. Se você não vive no Big Brother, é provável que você precise ter um pouquinho mais de paciência. E JAMAIS se compare ou inveje os outros. Você não sabe tudo o que a pessoa ralou pra chegar lá e nem como é a vida dela, então em bom “internetês”, fica na suinha trabalhando que é melhor.

vbvbvb

 

6- Preguiça:

Pra mim, na fotografia essa é a pior. Preguiça e fotografia são coisas que não combinam, tipo gatinhos e furadeiras. “Ai, queria fazer uma foto assim, mas tenho preguiça”. Cara, então arruma outro hobby ou trabalho, porque esse aí não vai dar não! 90% das minhas fotos, principalmente as doiderinhas que eu posto no Instagram, não teria feito se eu tivesse preguicinha de sair do sofá. Le-van-ta.

gfgfgfgfg

 

7- Vaidade:

“Eu sou bom, eu sou ótimo, ninguém é tão bom quanto eu”. Amigo, tem zilhões – ok, menos – de pessoas fotografando no mundo, cê acha mesmo que merece o título de rei supremo do universo? Tem uma frase que li em algum lugar que diz que ego demais mata o talento. Preocupe-se em sempre melhorar, não em ser o melhor absoluto, até porque não estamos no Mario Kart.

fdfdfdfdf

4 Comente!