As 10 Regras de Ouro da Lomografia

Listas, que não curte? Fotografia então? Junta e as duas e TCHARAM, post de hoje!

10 regras de ouro da Lomografia

Ontem fiz aquele unboxing da lente Diana Glass pra Canon e Nikon, lembra? eu esqueci de contar, mas na caixinha do adaptador vieram as 10 regras de ouro da Lomografia. Eu já conhecia e até tenho a ligeira impressão de ter falado sobre elas aqui no blog, mas se você tá conhecendo Lomografia agora, achei que era legal você saber, então, cá estão elas!

1- Leve a sua câmera pra todo lugar que você vá.

2- Use-a a qualquer hora – dia ou noite.

shooter

3- Lomografia não é uma interferência na sua vida, e sim, parte dela.

4- Tente fotografar da altura dos quadris.

mario

5- Chegue o mais perto possível do objeto da sua fotografia

6- Não pense!

7- Seja rápido

8- Você não precisa saber antes o que vai sair no seu filme.

Meme Rotaroots Luh Testoni

9- Nem depois!

10- Não se preocupe com regra nenhuma. :D




Unboxing: Diana Glass Lens para Canon

unboxing Diana Glass Lens

Fazia muito muito tempo que não rolava um unboxing aqui no blog, por um pequeno probleminha chamado ansiedade. Geralmente, quando chega uma encomenda eu já saio feito uma louca abrindo tudo e rasgando a embalagem, então o passo a passo de um unboxing não é bem a minha cara mas hoje, movida pelo espírito da paciência, resolvi fazer.

Essa Diana Glass Lens tava perdida no mundo maravilhoso do correio brasileiro desde o Natal, então ela ter chegado até aqui inteira já é motivo pra dancinha da vitória, mas vamos lá.

Pra quem já viu uma câmera Diana – tem post sobre ela aqui – sabe que ela é todo lomo, hipster e tal, e algumas marcas fazem lentes que “imitam”os efeitos dela pra DSRL em lentes plásticas e lentes plásticas em câmeras DSRL geralmente deixam a qualidade bem meia boca. Eu tenho uma lente Holga pra Canon nesse estilo, qualquer hora faço um post pra vocês verem as fotos.  Daí a Lomography, esse povo maravilhoso que me deixou orfã quando parou de vender no Brasil  - #porralomography – resolveu fazer uma lente Diana para DSRL de vidro, o que com certeza deixa a qualidade bem mais legal e nítida.

Bom, vou falar de aspectos mais técnicos no post da semana que vem, já que eu nem instalei a lente na Canon ainda, isso é só um unboxing pra gente dar uma olhadinha nela e matar a curiosidade:

Quando você compra, você recebe duas caixinhas: a lente e o adaptador. Como Canon a Nikon tem encaixes diferentes, tem que prestar bem atenção na hora da compra pra não acabar com um adaptador errado na mão.

unboxing Diana Glass Lens

unboxing Diana Glass Lens

Eu achei tanto a lente quando o material do adaptador bem resistentes, muito melhor do que essas lentes plásticas que a gente vê por aí, como essa Holga made in china que falei já nesse post.

unboxing Diana Glass Lens

unboxing Diana Glass Lens

Além da lente e adaptador, rola também a tampa pros dois lados da lente, senão né? a lente fica impraticável, arranhada, suja, etc etc e uma bolsinha bonitinha pra ela não ficar solta por aí junto com suas coisas.

unboxing Diana Glass Lens

Como falei, ainda nem encaixei ela na câmera, então vou fazer isso no feriado e volto semana que vem com as aventuras da Canon Glass.

Onde comprar: Na Photojojo, que demora a entregar porque o correio brasileiro não colabora, mas é só amor. Eles tem pra Canon e Nikon. :D

Bônus do Amor: A Photojojo sempre manda um dinossauro na encomenda. <3 <3

unboxing Diana Glass Lens




Livro: Show Your Work!

Show Your Work

 

Lembram do Steal Like An Artist? falei desse livro nesse post aqui faz um tempo e posso dizer que pra mim, foi bem mais fácil organizar mentalmente o meu trabalho aqui no blog depois dele e por isso fiquei tão empolgada quando comecei a ler o mais novo livro do Austin Kleon: Show Yor Work!

Show Your Work! de certa forma me parece uma continuação do Steal Like an Artist: enquanto o primeiro te fala sobre criatividade, como tirar suas ideias do papel e “roubar” referências sem ser um cara de pau completo, o segundo te ensina a colocar seu trabalho no mundo e dividir com outros o que você faz. Até porque, convenhamos, de nada adianta você ser super legal, talentoso, maravilhoso e humilde e ninguém saber da sua existência.

 

Show Your Work

Eu gosto dos livros do Austin Kleon porque eles são relativamente curtos e vão direto ao ponto, assim que você acaba a leitura já tá cheio de ideias de como colocar os conselhos em prática.

Os dez capítulos do livro são:

 

  • Você não precisa ser um gênio
  • Pense no processo, não no produto
  • Divida algo pequeno todo dia
  • Abra o armário da curiosidade (wtf o nome desse capítulo?)
  • Conte boas histórias
  • Ensine o que você sabe
  • Não vire um spam humano
  • Aprenda a tomar um soco
  • Venda-se
  • Mantenha-se por aí.

Entre outras coisas, Austin acha que você não precisa ser um gênio pra ser criativo, visto que criatividade é um processo que requer disciplina e constância, não um QI nível Sheldon Cooper.  Também se fala muito em dividir o que você sabe, que de certa forma faz com que outras informações cheguem até você, aumentando o que você sabe e consequentemente o seu trabalho. Um dos meus capítulos favoritos é onde ele fala sobre a importância de ser amador, já que amadores e entusiastas estão sempre procurando novas informações e novas maneiras de fazer o que eles gostam. Falei um pouco disso nesse post aqui.

 

Show Your Work

 

O livro obviamente não é o livro “vou comprar pra ler no domingo na beira da praia” caso você não tenha nenhum interesse em trabalho criativo etc etc, mas se você trabalha com criatividade de alguma forma ou tá louco pra virar a mesa e fazer uma coisa só sua, esse livro é muito muito legal.

 

Onde comprar: Amazon tem versão física e Kindle e a Livraria Cultura tem versão Kindle. Ainda não tem versão em português, mas atualizo esse post quando sair. ;)




Street Photography: 11 dicas de composição e perspectiva

Seguindo a série sobre fotografia de rua, hoje veremos que há uma diferença entre o olhar que você tem da rua na hora de “andar por aí” e o olhar fotográfico que você usa pra “fotografar por aí”.

_Veja o primeiro artigo da série: Street Photography: O que fazer, e o que NÃO fazer na rua.

Quando eu cheguei na rua pela primeira vez como fotógrafo, eu mal sabia pra onde apontar a lente, muito menos como compor as cenas representando as histórias e os contextos que eu queria mostrar à quem fosse ver a foto. Com o tempo, você aprende a puxar o conceito do seu cérebro e usar da melhor forma possível na hora de pôr o olho no viewfinder e de fato, apertar o botão.

1 – Cityscapes: As paisagens urbanas.
Todo centro urbano é panejado arquitetônicamente pra ser bem massa, desde a igreja aos prédios públicos e privados. Muitos arquitetos, engenheiros e decoradores gastam milhões de dinheiros e horas de trabalho pra criar algo visualmente incrível nas cidades. Cabe a nós darmos o devido valor à esses profissionais e registrar as obras que voluntaria ou involuntariamente acabam ficando incríveis no nosso visor da câmera. As pessoas ajudam a contar histórias na composição, como usuários da própria obra, merecem também o seu lugar no frame.

2 – Linhas, cores e texturas da cidade.
Se você esquecer por um momento a lógica e a noção do todo, pode criar imagens lúdicas e abstratas apenas focando em detalhes presentes nos lugares mais triviais possíveis. Janelas, muros, portas, e o próprio solo dão um descanso na realidade e criam um espaço surreal na sua mente urbanóide de buzinas e stress.

3 – Pessoas e o ecossistema da multidão.
Num determinado horário do dia, as ruas deixam de lado sua tranquilidade silenciosa e uma verdadeira multidão entra num fluxo frenético de idas e vindas de milhares de pessoas dando milhões de passos descompromissados ou super-compromissados e atrasados quase que amassando o solo com seus saltos, tênis, chinelos e pés descalsos. Mas a multidão só é multidão se olhada de longe e sem compromisso humano. Se você souber olhar (e o que eu quero com essa série é repassar o que eu aprendi), vai ver que cada formiguinha que anda eanda muito por aí tem o seu valor. Falando da cidade de São Paulo que é onde eu atuo, você consegue enxergar nitidamente uma diferença imensa de ritmos e tribos e consegue numa pequena multidão, ver uma carga cultural que transbordaria duas dúzias de livros didáticos escolares.

4 – O gigantismo da cidade e a perspectiva infinita.
Usando lentes grande-angulares se pode brincar com a perspetiva criando pontos de fuga na composição. Esse efeito na verdade pode ser criado com qualquer lente, mas é mais fácil mostrar grandes edifícios e construções com ângulos mais abertos. Qualquer que seja a cidade, ela é gigante se comparada com seus cidadãos, componha com pessoas e prédios e terá uma visão miniaturizada da população, fazendo com que os transeuntes pareçam formiguinhas. Tudo depende da mensagem que o fotógrafo deseja transmitir com sua imagem (falarei mais disso mais pra frente, em leitura de imagem).

5 – Detalhes do cotidiano.
É natural que quando se sai pra fotografar se busque algo “especial” pra registrar. Mas como eu disse no artigo interior, não esqueça do cotidiano. A incrível pureza e simplicidade do normal, fica incrível quando você dá o merecido destaque. Se não fosse o simples semáforo, você provavelmente carregaria um risco muito maior de ser atropelado, lembre-se disso e agradeça-o com o devido destaque.

6 – Interação com pessoas.
As pessoas geralmente andam na rua pensativas, talvez preocupadas com problemas corriqueiros ou apreensivas com algum compromisso. Se você apenas sorri PRA ELAS, pede pra fazer uma foto ou apenas o faz, você tira a pessoa do próprio eixo tenso e a faz parar pra olhar o seu trabalho. Em muitos casos, ela até sorri e quer saber mais sobre as suas fotos. (dica: ande com cartões de visita c/ o link pro flickr ou instagram, a pessoa vai querer ver pra onde foi a foto). Já fiz muitos “amigos de rua”, muitos deles vieram parar no meu instagram, flickr, facebook ou até estão aqui lendo esse artigo por causa dos cartões que eu solto por aí. SORRIA SEMPRE!

7 – Seu limite é o bom-senso.
Eu não acredito muito em “limites” na fotografia. Acho que botar limite na arte é como “dizer à felicidade que esse sorriso tá grande demais, diminua-o”. Mas temos que botar um limite na falta de limite, e isso é o bom-senso. Um exemplo disso é a tão famosa na rua “fotografia de desabrigados”. Fotos que choquem com realidade sempre fazem certo sucesso pelo apelo. Mas eu (minha ética, meu bom-senso. Desenvolva o seu!) particularmente não fotografo desabrigados quando sinto que o fato de serem desabrigados os faz muito mal. Pessoas que perderam tudo ou que sofrem demasiadamente com suas situações não devem ser retratadas (na minha opinião), pois acho que fotografia não deve se envolver em conceitos negativos, mas sim chocantes positivamente. Conheço quem more na rua e seja um ótimo exemplo de alegria e sabedoria.

8 – Chegue perto.
Uma outra idéia, diferente de pegar um plano aberto mostrando o todo, é pegar detalhes e dar uma visão texturizada quase macro deles. Uma flor molhada de chuva ou alguma parte dramática humana funciona muito bem quando de perto. Quando eu digo perto é PERTO!

9 – Selfie.
Muita gente gosta de tirar auto-retratos. Fotógrafos de rua tem um jeito diferente de fazer imagens de sí mesmos. Enquanto a maioria das pessoas se contenta com o espelho do banheiro ou da academia, nós temos uma infinidade de outras possibilidades.

10 – Isole o seu assunto.
Com lentes mais longas, de 60 ou 85mm pra cima, consegue-se isolar totalmente o sujeito da cena, mostrando apenas o principal. Usando lentes de grande abertura, como f/1.8 ou f/1.4 pode se destacar também pelo controle da profundidade de campo. Com um foco seletivo, só o que está no plano focal vira o assunto principal.

11 – O sujeito e o seu cenário.
Usando distâncias focais entre 24 e 50mm (o considerado “normal”) ou grande angulares, você consegue focar no seu assunto sem isola-lo, compondo com elementos que trazem contexto e contam história na sua obra.

Bom, essas são as dicas de composição pra quem quer fotografar na rua mas não sabe por onde começar a apontar a câmera. Espero que tenham entendido e curtido, e denovo, qualquer dúvida ou sugestão, por favor, deixem nos comentários. LET’S SHOOT!!! =)




Pequenos desesperos de uma manhã de segunda

Nada como cair da cama cedo, achar umas pantufas – amor verdadeiro por pantufas, podem me mandar de presente #what – levantar toda no clima “vamos fazer uma boa semana, estou possuída pelo espírito fofura da Pollyana e trabalharei like crazy antes do feriado” chegar toda serelepe na cozinha – adoro essa palavra, sério – e descobrir que você tem nas mãos a última cápsula de expresso. Não a última do mundo, óbvio, mas a última da residência. Já comecei a sentir a abstinência da cafeína antes mesmo dela chegar.

Pro desespero ficar completo só falta eu descobrir que acabou a Neosaldina. Lorelai Gilmore e Dr House ficariam orgulhosos.

café Luh Testoni Primeira à Esquerda

café Luh Testoni Primeira à Esquerda

café Luh Testoni Primeira à Esquerda




I’m Only Happy When It Rains…

Luh Testoni fotografia - Primeira à Esquerda

.. Porque é uma boa desculpa pra tomar mais café.

*A caneca Beatles é da Canequice. <3